a Aglailson Di Almeida
O céu me prometeu chuvas - que não vieram
(pena! - sinto alegrias ouvindo chuvas choverem)
Piva, pois! Pipoca. Caneca seca em vinhos.
E os versos me vêm falando de você.
Você! - o Poeta compulsivo do Impossível permissível
Aquele que valsa loucamente com a Impossibilidade
Tanto e tanto, que a deixa tonta
E ei-la totalmente possível e tangível
Mas somente pela Impossibilidade embriagada em te querer.
E o que te faz tão bem querido?
Teus versos inopinados da mais doce poesia, mesmo nos momentos mais acres??
Tua racionalidade dançante com os amores, mesmo os mais vis?
Tua vida entregue hedonisticamente em feriados, mesmo que inexistentes?
Não.
Além dos copos e dos paraísos prometidos
vêm as leituras escolhidas
As pesquisas inacabadas
As vivências limítrofes.
-O que você quer com a gente?
Silêncios preenchem a impossibilidade da resposta.
Mas teus versos vêm, deslizantemente, auxiliar.
Porque és o Poeta Permissível do Impossível
-aquele que permite à Impossibilidade
Se tornar algo bem que possível.
Porque permites que sejamos nós mesmos
Quem quisermos ser, sem ônus, sem questões
No momento em que quisermos ser
Aquilo que quisermos ser.
Transmudas nossa água impossível
No mais possível inebriante vinho.
Brindemos e bebamos ao Poeta do Permissível
-O que nos permite SER.
(Tetê Macambira)

Comentários
Postar um comentário