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Mostrando postagens com o rótulo Aglailson Di Almeida

Poetas de Cidade

A história é singular: alguns rapazes que curtiam juntos a boa boemia, mas também eram amantes da música e da literatura, resolveram promover saraus. E fizeram o Poesia de Lugar Nenhum. Samuel Denker - o Poeta Escancarado, Jair Xavier, Aglailson Di Almeida - o Poeta do Impossível e Hit Ty - o Poeta do Infinito organizaram encontros poéticos entre goles e brindes e leituras de outros autores. Com o tempo... as coisas esmorecem, mas os sonhos permanecem. O Poesia de Leve encontrou-se/encantou-se com esses moços de poesia, música e boemia. Renasceram. Embora de leve, os Poetas de Lugar Nenhum perderam alguns componentes pela estrada da existência, mas outros integraram-se a eles: Tetê Macambira, poeta do Absinto e David Alencar - o Poeta do Acaso - e exímio recitador de Mário Gomes. E a primeira ação desse grupo foi a ocupação artística na Praça da B1 (apelido dado à avenida Bulevar 1), no conjunto São Cristóvão, em Fortaleza/CE. Mas os Poetas de Cidade  são assim: invadem a cidade p...

[Testemunho os restos mortais] - Aglailson Di Almeida

[Testemunho os restos mortais] ( Aglailson Di Almeida ) Testemunho os restos mortais de um rio sob uma ponte esquecida… Percebo vidas simplórias  no acostamento da solidão. ...A carcaça da fome humana/animal exposta a olho nu. Um gigante de pedra purulento de sequidão.   O deserto de estórias.   A aridez do abandono . A oração repetida em vão.   A chuva que cai molha apenas os rostos velhos e sombrios. Chuva ácida de lágrimas. O pastor abandonou o rebanho daquelas bandas. Sobrou areia e poeira… Nada poético.  Nada se salva. O sertão nunca vai virar mar. Não haverá  mais lágrimas... O sertão vai virar mar de sangue. De  esquecimento. De fome! A chaga aberta de um país. Terra sem lei. Uns deixam suas insânias na beira da estrada. Dividem suas dores com mulheres encaliçadas dos augúrios da vida! outros vão dormir sem ter matado a sede com água barrenta do conformismo.

Ao Poeta Permissível do Impossível - Tetê Macambira

Ao Poeta Permissível do Impossível   a Aglailson  Di Almeida   O céu me prometeu chuvas - que não vieram   (pena! - sinto alegrias ouvindo chuvas choverem)   Piva, pois! Pipoca. Caneca seca em vinhos.   E os versos me vêm falando de você.   Você! - o Poeta compulsivo do Impossível permissível   Aquele que valsa loucamente com a Impossibilidade   Tanto  e tanto, que a deixa tonta   E  ei-la totalmente possível e  tangível   Mas  somente pela I mpossibilidade embriagada em te querer.   E o que te faz tão bem querido?   Teus  versos inopinados da mais doce poesia, mesmo nos momentos mais acres? ?   Tua  racionalidade dançante com os amores, mesmo os mais vis?   Tua  vida entregue hedonisticamente em feriados, mesmo que inexistentes?   Não.   Além dos copos e dos paraísos prometidos   vêm as leituras escolhidas   As  pesquisas inacabadas   As  vivê...