Terra Triste...Tempos tristes....
(Aglailson Di Almeida e Hit Ty)
Degredado no meu leito observo toda imperfeição das horas
Claro como a nuvem cinza que descarrega impudências em mentes salutares
Mentes que desfiguram corais deformados no meu quintal enlodado
Cubro minha pele com ideias que ainda não foram expressas
Cortejo tua indecência como quem ama uma quimera cáustica
As fábulas desfiguram-se em vômitos e resíduos
(...)
Nossa mesa está cheia de tristezas e copos quase cheios de derrotas
Faceta ameaçada com lágrimas que adentram os exilados
Debalde, bato à porta e colho uma apatia amarga
Inexisto, cubro minha ebriedade com ilusórias dissoluções
(...)
Envolvemos vastos-vazios feito uma cruz embebida de barbitúricos
Debaixo dos lençóis assombrados, vemos os detritos do ocaso
E o palco está sujo… sujo de nuanças insatisfatórias
Gotas de anseios fatais, pétalas ensanguentadas de ruína
(...)
E sempre haverá uma descabida fórmula do nada... do abandono!
Sou aberração, eloquente natureza consequente
E em cada trago usurpado há uma infausta vontade de vencer
Surda sinfonia do acaso varrido da fronteira dos olhos acerados
Então os tempos inda continuam tristes ...visceralmente tristes
E ainda nos restam infindas possibilidades e formas de abolir com tudo.

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