Quantas? quantas vezes já não fiz este mesmo caminho?
quantas vezes já não lhe telefonei?
quantas vezes já não fui atrás de você?
quantas vezes não ouvi suas desculpas inaceitáveis?
(mas fingi que acreditava, porque precisava fingir que sim)
Quantas horas atravessei estradas, varei águas, cruzei céus?
fazendo mais do que podia ou mesmo do que deveria?
e só esperando e querendo e desejando e ardendo
que me atenda, que me responda, que seja meu patrono!
(e os sonhos me vêm, quase que premonitórios...)
Ainda a esperar por você, por sua ligação, por sua chamada
- que me ficará gravada, tamanha a atenção que darei!,
mas que não tarde, que não se procrastine mais e mais.
Porque até mesmo a minha fleuma... é finita
embora a desorientação kieriana pareça contínua
(mas há quebras, perceba! - sugerindo cismas e septos.
Atenda-me, venha até mim - antes que tarde por demais.
(Tetê Macambira)

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