Pular para o conteúdo principal

encarnado



sério. essa zanga essa raiva essa fúria essa gana cá dentro
não tenho nem dó nem pluma nenhuma quando espocar
vá explorar suas putas na zona onde mora e  que leva para lá
vá enganar suas quengas contando historinhas para as vacas dormirem
vá se envaidecer com seu rosto cada dia mais marcado e decadente

seu puto asqueroso nojento e demente - quem te disse que não é doente?
quem foi que  disse que não é maluco senil avançado doido de rocha?
que psiquiatra foi esse imbecil que não o prendeu em uma camisa de força?
quem adulterou os resultados de sua sociabilização, seu psicopata?
quem foram os irresponsáveis que  deram título como ode à sua vaidade?

espúrio  chicaneiro borrabotas papanatas abjeto ignóbil indigno sórdido torpe
patife velhaco refece vil ordinário biltre mequetrefe sacripanta mau-caráter
tratante sacana vigarista traste salafrário calhorda  verme canalha intrujão
desqualificado incompetente inapto inepto incapaz inábil ineficiente tapado
crápula crápula crápula crápula crápula crápula crápula crápula  - e moleque.

encerremos nossas contas agora e já neste instante mesmo
e vá-se com todos os seus amigos diabos para o quinto dos infernos
que basta vê-lo que minha vista fica sangue guerra  e encarnado

(Tetê Macambira)







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ao som de "O céu é da perdiz" -

Ao som de “O céu é da perdiz”  A lua enche o céu enquanto lanternas queimam como estrelas.  De mãos dadas eu caminhava com meu homem até a Porta Duan  Mas voltamos arrastados pelas canções e pela danças de gansos em revoada.  Eu não percebi que tinha me transformado em pato mandarim sem meu companheiro.  Na lenta madrugada,  Agradeci sua largueza imperial  Quando o vinho, como um presente real, foi anunciado,  Mas fiquei com medo de que meus pais adotivos me repreendessem por beber  E por isso bebi só uma taça, para por minha inocência à prova.  ________________________________________ A menina que pegou a taça de ouro – Início do século XII   Poetisas Chinesas

Não quero tomar banho, ainda te sinto em mim! - Rafaelle F.

NÃO QUERO TOMAR BANHO, AINDA TE SINTO EM MIM! Rafaelle F. Despedida, Um abraço forte,  Prazer em te conhecer,  Então tu te vais, Quando ando e olho para trás, tu já te foste... Despedidas sempre são um saco, - Até logo, moço. Olhares sem fins ao horizonte estonteante - No teu Horizonte vejo:  A beleza,  Horizontes  sem fins, Apenas aguardo nessa manhã, luminosa e cinzenta, Ai de mim,  Ver estas belas luzes atravessar os teus olhos castanhos. Que horizonte posso ver A não ser em teus olhos, solitários e obscuros? Ai de mim, Um dia, Poder dizer, Apenas, Um: - Te Amo. ( Brasilianista )  - I Love You. ( English )  - Te Quiero. ( Espanhol )  - Ti Amo. ( Italiano )  - Ich Liebe Dich ( Alemão ) Poderia recitar todos  Os idiomas possíveis, Sussurrar em teu ouvido  O meu grande amor  Que guardo -  apenas guardo este imenso amor solitário.

Amizade Eterna - monólogo de Bárbara Hellen Bastos da Costa

AMIZADE ETERNA Monólogo Personagem única Anne Wagner Cenário Um quarto com uma cama, piano, mesa e cadeiras. Época Atual Ação (Local) Petrópolis PRIMEIRO [E ÚNICO] ATO ANNE   vem entrando pela porta principal, andando lentamente com a ajuda de uma bengala. Vinha tristonha, sem cumprimentar ninguém. Concentrava-se apenas em uma música do folclore alemão, na qual usaria um português carregado de sotaque. Sobe no palco. Organiza alguns livros que estão em cima da mesa e leva uma partitura para o piano. (À plateia) ANNE: Beethoven era mesmo um gênio! Imaginem, ele compôs sinfonias lindas sendo surdo.  (Faz um sinal negativo com a cabeça) Desculpem se não me apresentei antes! Meu nome é Anne Wagner e, se ainda não notaram, sou alemã. (Afasta-se do instrumento e caminha em direção à plateia) Lembro-me muito bem da minha terra! Das coisas boas (comidas, danças, mitos) e das coisas ruins que imperaram em minha época - fome, desemprego... e Hitler. (Muda a expressão do rosto)  Hi...