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Mostrando postagens de setembro, 2015

primeiro poema que escrevi chorando - Jessy Holanda

primeiro poema que escrevi chorando   Jessy Holanda - https://pocosmico.wordpress.com/2015/09/02/yasmin-2/ te aperto contra meu peito  e  meu mundo inteiro gira.  quando  estou com você gosto tanto que dói, mas quando estou comigo  não  gosto de ninguém, nem de mim. talvez eu tenha te amado em   algum segundo, minuto, hora, dia. te olhando assim só penso em  sumir por uns dias,  entender  tudo que eu sinto e  contar como é aqui dentro. mas vai ser tarde demais e  você não pode me esperar. meus olhos pousam no teu rosto e todas as borboletas do mundo  decidem morar no meu estômago. não sei lidar com nada disso e  só penso em fugir  e sumir nos  lençóis brancos da minha cama (que te chamam sempre que você vai embora). talvez eu te ame agora e  é tanto amor que não sei lidar. talvez eu queria você feliz porque  sou doente demais para cuidar  de alguém, de mim. talvez, só talvez, eu te...

[Espero de ti nada] - Hile Di Sousa

absinto-me de mim - Tetê Macambira

absinto-me de mim Era uma segunda-feira como outra qualquer - ou seja, em meu dicionário, era dia de boemia. Aliás, noite. Noite garantida de boemia. Mas pretendia me furtar ao delicioso hábito de rua; recolher-me em rede e lençol com o controle da minha vida e da TV em mãos. Mal saída do trabalho, passada regada a café na livraria - pegar a encomenda separada e adquirida via internet. Adoro vida moderna. Bukowski. O último livro de poesias do Velho Safado traduzido por Cláudio Willer, o tradutor promissoramente menos traidor da atualidade. Para quê melhor?: aconchego de casa, uísque puro, qualquer coisa na TV que fizesse barulho indistinto e "As pessoas parecem flores finalmente" (assim mesmo, sem vírgula separando o adjunto adverbial). Grande plano. Grande jogada. Grande... furo. Foi chegar em casa, fuçar no facebook... e a garrafa de absinto do bar de toda segunda-feira e meu nome marcado. Pata caparau! isso já era conspiração! - e das mais etílicas! Mas, em pensando melho...

"WHY our Current Society is so STUPID and Conservative" - Rafaelle Frota

"WHY our Current Society is so STUPID and Conservative" ............ Cigarros, Tragos, Estrago(s) Vazios, Desértico, Lagartos, Nostálgicos. "I said,  mom, if I hadn't have smoked, I wouldn't know the good TASTE of a cigarette. " And Never... I don't regret being a smoker. Rafaelle Frota 15 de Julho.

Terras tristes... Tempos tristes.... - Aglailson Di Almeida & Hit Ty

Terra Triste...Tempos tristes.... ( Aglailson Di Almeida e Hit Ty ) Degredado no meu leito observo toda imperfeição das horas Claro como a nuvem cinza que descarrega impudências em mentes salutares Mentes que desfiguram corais deformados no meu quintal enlodado Cubro minha pele com ideias que ainda não foram expressas Cortejo tua indecência como quem ama uma quimera cáustica As fábulas desfiguram-se em vômitos e resíduos (...) Nossa mesa está cheia de tristezas e copos quase cheios de derrotas Faceta ameaçada com lágrimas que adentram os exilados Debalde, bato à porta e colho uma apatia amarga Inexisto, cubro minha ebriedade com ilusórias dissoluções (...) Envolvemos vastos-vazios feito uma cruz embebida de barbitúricos Debaixo dos lençóis assombrados, vemos os detritos do ocaso E o palco está sujo… sujo de nuanças insatisfatórias Gotas de anseios fatais, pétalas ensanguentadas de ruína (...) E sempre haverá uma descabida fórmula do nada... do abandono! Sou aberração, eloquente naturez...

Ela sofre em silêncio - Hit Ty

Ela sofre em silêncio ( Hit Ty) Ela sofre, sofre em silêncio Sobeja vida em seus adornos Não há brilho na dúvida da alvorada Na curta viagem ao horizonte... Gravitando na borda dos fios vocais Envolvendo-se nas asas do azar Inclina-se nas ondas em harmonia disfuncional Amargando os sinuosos amores perdidos em desvelo A garota sussurra, afoga-se em lágrimas novamente. Sem cruz sua agonia agarra-se em desesperança Expectativas ejaculadas em aflição Cordas enforcadas em suas veias Lábios maltratados por sequência de tentamento falho Com medo de acordar e seus pesadelos tornarem-se reais Cabisbaixa, anda nas ruas tristemente Sem paraíso, dia após dia, respira pausadamente. Nasce mais uma vez a tristeza em seu admirar danificado Nunca leva crédito por sua consistência Não vê certeza em suas áreas reais Não há gravidade em suas fantasias infantis. Não há visões em noites culturais Apenas o choque de esbarrar em falsas muralhas E a história não lhe garante escolha Nem ao frio nem ao calor et...

As paralelas cruzam-se no infinito - Tetê Macambira

As paralelas cruzam-se no infinito A T. as paralelas  cruzam-se no infinito - dizem; quem sabe nossos caminhos se cruzem. meteoros poéticos de leve se rebatem, sonhos defenestrados com desdém, cismas desenfreadas não se retêm. paraísos perdidos não cantados por Milton. perdida nesses solfejos roucos de meios-tons. perdida nesses versos loucos de meios-sons. perdida nessas lides rotineiras sem dons. Camus não me apazigua, não me pacifica. Eisner me bouleversa, me transversa diversa. Jean-Michel Adam me aborrece adormece. E a solidez do pão, um súbito sensaborismo em contraste preto e branco de pouco antes; um pão líquido tão de Bauman e tão cult! (ironias e sarcasmos à parte, só asteísmos) um pão de se preencher vazios além estruturas um pão de se preencher sentidos apóstatas. Retomar transcursos  decursos percursos: o avião por cima “me dá lições de partir”. Levificar. Nem nuvem nem pena - aeróstato. Por trás o olhar traz e trai contristação sem-fim. Hesitações em gestar o ino...

Absinto - Hit Ty

Absinto ( Hit Ty ) Não compreendo o correr das inúmeras formas Para o resto da noite deixo o vazio completar-se em                   absinto Calo-me diante de tal pensamento Agora vasculho os sintomas que teimam em me assolar Que porra é essa?, cale-se! - deixe-me pensar Sempre me vejo em anos de distância, encarando-te Respirando teus encantos em segredo Mal posso te ver, mal posso te tocar, apenas me foco na perfeição Sirvo-me com mais uma dose de palavras absurdas O autêntico amanhã não brilha como o desejo de curar-me de tal moléstia Simplesmente poder tocar a fruta sem ao menos ter sentido o aroma No final é tudo o que posso ver, imaginar Me desculpa por manter esta blasfêmia, por implorar afeto... Apenas não sei parar, o nirvana me incita Tua imagem teima em ofuscar os pesadelos meus Permita-me seguir essa direção...