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Mostrando postagens de novembro, 2014

desarrazoamento #03

e quando algo que você faz dá errado? e quando que o errado que você fez acaba é dando mais certo do que o que você havia pensado? e aí? - o que fica sendo certo e o que fica sendo errado? há defeitos que são efeitos na vida da gente? ("olha, sei nem o que te dizer nessa hora tão difícil..." - diri aminha amiga das lonjuras crateanas) ( Tetê Macambira )

meditabundear # 01

Porque as segundas se repetem e sempre sucedem a um domingo cheio de preguiças Porque alguns planos não dão certo como queríamos e muitas vezes o que planejamos para um futuro próximo não é como o previsto porque tudo pode ser incompreensível ou ilógico e sem tempo certo para acabar (mas acaba, ah!, um dia... acaba.) Porque, não importa o quanto assustados estejamos com tudo, continuar, prosseguir - faz parte do que costumeiramente se chama de vida. ( Tetê Macambira )

olha bem....

as coisas podem parecer já muito antigas do tempo do preto-e-branco mas essas ruas, essas árvores, esses cheiros sabe? - "me comovem como o diabo!". estar aqui me é doído, ainda. tantas memórias queridas, tantas lembranças em cada folha que cai tantas perdas sentidas em cada raio tépido de sol se indo mas ontem descobri que as coisas podem ser reaproveitadas (nem sempre nem tanto e nem com tudo!) mas algumas lentes analógicas adaptam-se às digitais. ( Tetê Macambira )

personae teresia

Estressada a mais nem. Tão cansada de gente que nem conto mais nada. Encaramujar-me-ei um bocado. Cansada de lidar com essa raça que se diz humana. Ler. Andar nua por dentro das paredes. Ou toda em uma praia deserta. Vento nos couros. Pelada e gorda. Desejosa de virar deusa vingativa; uma Iansã-Anúbis  E sair ceifando cabeças falos e peitos Teresa, a ceifadeira. Teresa, a louca. A santa sanha da índia Ensadecidamente leve e fugaz Teresa, a pena sem dó - só pluma. ( Tetê Macambira )

encarnado

sério. essa zanga essa raiva essa fúria essa gana cá dentro não tenho nem dó nem pluma nenhuma quando espocar vá explorar suas putas na zona onde mora e  que leva para lá vá enganar suas quengas contando historinhas para as vacas dormirem vá se envaidecer com seu rosto cada dia mais marcado e decadente seu puto asqueroso nojento e demente - quem te disse que não é doente? quem foi que  disse que não é maluco senil avançado doido de rocha? que psiquiatra foi esse imbecil que não o prendeu em uma camisa de força? quem adulterou os resultados de sua sociabilização, seu psicopata? quem foram os irresponsáveis que  deram título como ode à sua vaidade? espúrio  chicaneiro borrabotas papanatas abjeto ignóbil indigno sórdido torpe patife velhaco refece vil ordinário biltre mequetrefe sacripanta mau-caráter tratante sacana vigarista traste salafrário calhorda  verme canalha intrujão desqualificado incompetente inapto inepto incapaz inábil ineficiente t...

figuração

Quantas? quantas vezes já não fiz este mesmo caminho? quantas vezes já não  lhe telefonei? quantas vezes já não fui atrás de você? quantas vezes não ouvi suas desculpas inaceitáveis? (mas fingi que acreditava, porque precisava fingir que sim) Quantas horas atravessei estradas, varei águas, cruzei céus? fazendo mais do que  podia ou mesmo do que deveria? e só esperando e querendo e desejando e ardendo que me atenda, que me responda, que seja meu patrono! (e os sonhos me vêm, quase que premonitórios...) Ainda a esperar por você, por sua ligação, por sua chamada - que me ficará gravada, tamanha a atenção que darei!, mas que não tarde, que não se procrastine mais e mais. Porque até mesmo a minha fleuma... é finita embora a desorientação kieriana pareça contínua (mas há quebras, perceba! - sugerindo cismas e septos. Atenda-me, venha até mim - antes que tarde por demais. ( Tetê Macambira )

vox populi #02

" - Sorte é cega,  Onde bate, aprega. Quando ela não mata, aleija."  E assim me justificou aquele octogenário Estar ainda em busca de sua cara-metade,  mesmo após três casamentos  - e estando de olho em três outras idosas, como ele. " - Pra ficar feito dois pombinhos na gaiola, porque já nem tenho forças nem vontade pra mais. Só ficar se bicando, ali, dois irmãozinhos,  dois pombinhos numa gaiola, sossegadinhos."  poeta ouvindo, pensei ser isso, enfim, o mais e puro verdadeiro amor.  ( coletado por Tetê Macambira )

vox populi #01

Pregão belenense  " - Olha o chope geladinho                             docinho pronto para chupar  só não chupa quem não quer  que 'tá gostoso demais!  Taperebá tapioca cupu  Moço bonito não paga  - mas também não leva nem chupa!  Olha o chope.... "  E a caixa de isopor em saias passa  e as gentes ficamos sorrindo de ouvidos.  ( coletado por Tetê Macambira )

desarrazoamento #02

Porque amigo de verdade chama  para qualquer coisa!  - mesmo sabendo que eu não vá.  ( coletado por Tetê Macambira )

desarrazoamento #01

Ouvindo falar de esquina eu me lembrei de literatura. Por quê?!?... Além da prostituição, para mim, adoro esquinas,  o vento dobra na esquina, né?  adoro casa de esquina - é isso!: adoro esquinas.  ( coletado por Tetê Macambira )

agente da paranoia

Entendo, sim, subir em patins com um taco de beisebol pelas madruguentas  ruas e bater em otários lesos. Entendo. Mesmo eu sendo um desses otários que quando é acertado, só tem um pensamento resignado de que chegou,  enfim!, a sua vez. Que a espera paranoica pela violência gratuita terminou finalmente. Que, finalmente, vai-se poder reclamar da beligerância, posando de vítima. Finalmente. Não importa que não se tenha ainda vinte e dois anos completos. A vida é curta nessas ruas. Pode vir. Bata forte até conseguir extrair uma expressão de.meus olhos vazios. Mesmo que, finalmente, seja a dor. Pelo menos, que se possa sentir a for. Finalmente,  algo.para.sentir  ( Tetê Macambira )

{ }

Você reconhece a ironia de se relacionar com um igualmente revisor e escritor quando, em uma discussão, ele envia um reticêntico SMS, "Foi otimo enquanto durou" - e você responde que "ótimo" tem acento agudo. Entrelacei, por noites seguidas, os dedos de minha não direita com os da minha esquerda. Em vão - faltava o toque alheio. Quero chegar em casa, comer pipoca deitada na TV e assistindo à rede.  ( Tetê Macambira )

linguagens e pensamentos dadaístas

As folhas caem. O que foi? Não sei; não entendo súbitos outonos. O outono pede azuis e pretos.  Uma sensação de se estar inadequada neste mundo. "Me deixa ir,  minha gente, eu não sou daqui." Um bolo na garganta. A voz querendo arder. Treme. Telefone chama em outro tom. Tudo bem. Gaita sem blues em pleno Porangabuçu.  Madrugada ameaçando me tragar e eu nem aí. Sou toda manha reprimida contudo, não quero colo. Quero exercitar o meu pretenso charme . Mulher que enlouquece que fascina que atiça homem. Homens. Chuvinha miúda molhando sentimentos, secando olhos, prendendo nostalgias e definindo nadas - hoje e agora.  ( Tetê Macambira )

sinopse

Festivais em praça verde Copo segurando chapéu & Kiss  Dormir dentro Sair sob sol Subir em duas rodas  Um livro publicado Um mural no carnaval  Um filho (in)desejado                         [renascida agressiva selvagem «rotas ex-marital»                                                                       ... tão Piratininga!...] O abandono  Você: {   } .  ( Tetê Macambira )

"Memórias de um Átomo"

O tempo, as rugas, o botox, a ilusão A vida, o ter, o mostrar, a ostentação  O ser, o tudo, o nada, a efemeridade.  ( Tetê Macambira )

entardecer

Entardecer é o melhor momento do dia. Quando você pode, finalmente, se despedir da jornada de trabalho e se arrumar para a parte mais interessante: a noite e seus convites.  Porque é na noite que as coisas acontecem, que a vida parece melhor, que as poesias ficam mais interessantes, que você se permite saborear cada momento ímpar .  É esse tempo que tornará o amanhecer do despertador mais tolerável. Os poetas poderemos enunciar as beldades relacionadas ao pôr-do-sol - e concordo com todas elas, nem preciso sabê-las, já vou logo concordando já disse que concordo! DEIXEM-ME IR AGORA PARA A NOITE! ( Tetê Macambira )