Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2013

,verdade?: ...

que a verdade venha se desenhar nua por sobre minha pele, meu couro curtido que todos a possam ver - e apontar o polegar para cima (... - ou não.) mas que a verdade não floresça do meu coração que assim seria apenas uma verdade intrinsecamente minha - de mais ninguém que ela venha de fora, que ela seja um reflexo de um patchwork composto por mal-escritos (daqueles que são publicados em longínquas e pretensas paradisíacas lonjuras às quais só se vai em tempos de férias alegres) que a verdade seja a borra dos outros, a lama jogada dos outros , a "autenticidade" mal interpretada alheia e, assim.. ninguém poderá me culpar do erro de eu ter minha opinião própria.

e era tudo mentira:

Mentirosos são abortos vivos que devem ser mantidos à distância; a proximidade com eles é danosa

Paixoectomia

- Doutor, onde que fica a paixão? - Paixão?! - É! onde que fica? - Ah! no coração. - Então, doutor, me troque o coração por um monte de válvulas funcionais, por favor! - Mas... - AGORA. - Doutor... , o senhor extirpou mesmo mesmo meu coração? - Sim. - Mas ainda estou me apaixonando! - É... é porque o coração sente o que os olhos veem. - OK. Então, retire meus olhos e implante sensores de luz. - Mas... - AGORA! - Doutor..., o senhor extirpou mesmo meu coração e meus olhos? - Sim. - Mas ainda estou me apaixonando! - É.. é porque o coração sente o que os olhos veem depois que o cérebro registra. - OK. Então, retire meu cérebro e implante um computador. - Mas... - AGORA!! - Doutor..., o senhor extirpou mesmo meu coração, meus olhos e meu cérebro? - Sim. - Mas ainda estou me apaixonando! - É... é porque o coração sente o que os olhos veem depois que o cérebro registra o que se tem na alma. - OK. Então retire minha alma e implante.... O que que se implanta no ...

viver é dor

cá para mim

devestir-se de passados desimportantes retirar traves ante olhos e coração sorrir-se de si para si porque:

manifesta! 2013 - a conclusão

"a rua me chama"

ruas amigos bares encontros discussões acertos desacertos quero minha casa, minha rede, minha TV, minha net, minha cama  - mas a rua me chama me conclama me convoca, "esta noite eu quero saiiiiir... só" "- Mas isso é muito chato! é muito chato!" e Emanuel desabafa virando as devassas taças louras Fábio e Samuel passam ao largo convocando para a praça meu blues moço me olha  de longe de uma trepanação "- Vamos quebrar expectativas." - e, inocentes, quebramos. Reencontrar gentes, beber, rir, beber,  parar de beber.... eu bebo porque gosto do sabor, paro porque embriagar não é objetivo - nunca foi, não é mesmo, meiga moça em sépia e passados? " Foi a mais linda/  História de amor/  Que me contaram/ (...) Tê Tê Tê, Têtêretê/  Tê Tê, Têtêretê/  Tê Tê, Têtêretê/  Tê Tê..." Jura que me farás rir ainda que em uma canoa quebrada? outros moços chegam; um dragão, um lepidóptero flutuante abandonam-se as raparigas e vão-se às batatas vizinh...

copiando ideia de coisa roubada

mais amor desarmor

um guarda-roupa gigante no corredor da casa para três uma toalha bordada pela vó deixada na casa da amiga da amiga um cachorro de olhar doce e pelo acarinhante até o fim do mundo a resposta pronta de Elisa oferecendo coordenadas e abcissas a ausência e o silêncio de quem se diziam amig@s súbito reaparecimento de outras pessoas doloridas lágrimas amargas guardadas para o nunca mais acidente geográfico, pedra que se desprende de serras : matacão se (a/in)comodando no meu peito e o mundo sendo absorvido por olhos vazios macambiras abraçando-se a flores de lis; "valei-me, Deus" a perseguição  plástica tão repentina - sinais?!? (supersticionices) zygmunt ziggy zaz kuq e zi  rg: rg grotowski (mas laychel cita barthes - nada bate barthes) Jesus veio me pegar à porta, solícito. prima e bebezinha bebendo a noite marxista entre nacos de porco ao knorr - ou maggi rosângela... morena anjo e morena flor de quem arranquei a esforços um lépido sorriso prato contra pra...

claustro

estar entre paredes: infernos existenciais quebrar cama, remendar parede jogar um balde de tinta na parede quebrar parede eliminar a parede "na parte mais alta da parede" um fantasma amarelo me insoneia memórias do que seria e não será o velho cansaço das lágrimas a dor e a culpa e o ressentimento : tudo. - e nada. uma fresta uma brecha uma escapatória "posso dormir na tua casa?" treze e trezes alcoolizados na cozinha sem fogão, ela fechou um fino enquanto a mãe lhe cortava pedaços de rapadura - não tinha mais café (sem fogão) "isso me lembra a caça a caça às borboletas" as cortinas abriram-se mas ninguém saiu de cena e a displasia machuca mamas pesadas saída de emergência bombeiros "viver é perigoso", é danoso o livro amarrotado na fila de espera o livro esquecido por entre outros livros o(s) livro(s) ainda não escrito(s) / inconcluso(s) ; poesias circunstanciais entreabrindo-se às ruas soturnas e úmida...

"estrada afora"

seguir caminhos traçados por outros uma parada, um canto de sossego um pôr-do-sol matizando-se em cores outonais (mas já não estamos no verão?!) meus óculos quebrados de vez instinto guiando foco da câmera luz calor tons - um aparente infinito e temos que seguir a estrada "para ver onde é que vai dar" vou... mas no pensamento, querendo voltar que tudo que conheço ficando para trás que tudo que imaginava conhecer para trás que tudo que ousava imaginar conhecer... atrás. Seguir a estrada - esperando o lobo mau não quero hoje ser uma caçadora - mas a caça "Pera estrada afora, eu vou bem sozinha."