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Mostrando postagens de 2013

,verdade?: ...

que a verdade venha se desenhar nua por sobre minha pele, meu couro curtido que todos a possam ver - e apontar o polegar para cima (... - ou não.) mas que a verdade não floresça do meu coração que assim seria apenas uma verdade intrinsecamente minha - de mais ninguém que ela venha de fora, que ela seja um reflexo de um patchwork composto por mal-escritos (daqueles que são publicados em longínquas e pretensas paradisíacas lonjuras às quais só se vai em tempos de férias alegres) que a verdade seja a borra dos outros, a lama jogada dos outros , a "autenticidade" mal interpretada alheia e, assim.. ninguém poderá me culpar do erro de eu ter minha opinião própria.

e era tudo mentira:

Mentirosos são abortos vivos que devem ser mantidos à distância; a proximidade com eles é danosa

Paixoectomia

- Doutor, onde que fica a paixão? - Paixão?! - É! onde que fica? - Ah! no coração. - Então, doutor, me troque o coração por um monte de válvulas funcionais, por favor! - Mas... - AGORA. - Doutor... , o senhor extirpou mesmo mesmo meu coração? - Sim. - Mas ainda estou me apaixonando! - É... é porque o coração sente o que os olhos veem. - OK. Então, retire meus olhos e implante sensores de luz. - Mas... - AGORA! - Doutor..., o senhor extirpou mesmo meu coração e meus olhos? - Sim. - Mas ainda estou me apaixonando! - É.. é porque o coração sente o que os olhos veem depois que o cérebro registra. - OK. Então, retire meu cérebro e implante um computador. - Mas... - AGORA!! - Doutor..., o senhor extirpou mesmo meu coração, meus olhos e meu cérebro? - Sim. - Mas ainda estou me apaixonando! - É... é porque o coração sente o que os olhos veem depois que o cérebro registra o que se tem na alma. - OK. Então retire minha alma e implante.... O que que se implanta no ...

viver é dor

cá para mim

devestir-se de passados desimportantes retirar traves ante olhos e coração sorrir-se de si para si porque:

manifesta! 2013 - a conclusão

"a rua me chama"

ruas amigos bares encontros discussões acertos desacertos quero minha casa, minha rede, minha TV, minha net, minha cama  - mas a rua me chama me conclama me convoca, "esta noite eu quero saiiiiir... só" "- Mas isso é muito chato! é muito chato!" e Emanuel desabafa virando as devassas taças louras Fábio e Samuel passam ao largo convocando para a praça meu blues moço me olha  de longe de uma trepanação "- Vamos quebrar expectativas." - e, inocentes, quebramos. Reencontrar gentes, beber, rir, beber,  parar de beber.... eu bebo porque gosto do sabor, paro porque embriagar não é objetivo - nunca foi, não é mesmo, meiga moça em sépia e passados? " Foi a mais linda/  História de amor/  Que me contaram/ (...) Tê Tê Tê, Têtêretê/  Tê Tê, Têtêretê/  Tê Tê, Têtêretê/  Tê Tê..." Jura que me farás rir ainda que em uma canoa quebrada? outros moços chegam; um dragão, um lepidóptero flutuante abandonam-se as raparigas e vão-se às batatas vizinh...

copiando ideia de coisa roubada

mais amor desarmor

um guarda-roupa gigante no corredor da casa para três uma toalha bordada pela vó deixada na casa da amiga da amiga um cachorro de olhar doce e pelo acarinhante até o fim do mundo a resposta pronta de Elisa oferecendo coordenadas e abcissas a ausência e o silêncio de quem se diziam amig@s súbito reaparecimento de outras pessoas doloridas lágrimas amargas guardadas para o nunca mais acidente geográfico, pedra que se desprende de serras : matacão se (a/in)comodando no meu peito e o mundo sendo absorvido por olhos vazios macambiras abraçando-se a flores de lis; "valei-me, Deus" a perseguição  plástica tão repentina - sinais?!? (supersticionices) zygmunt ziggy zaz kuq e zi  rg: rg grotowski (mas laychel cita barthes - nada bate barthes) Jesus veio me pegar à porta, solícito. prima e bebezinha bebendo a noite marxista entre nacos de porco ao knorr - ou maggi rosângela... morena anjo e morena flor de quem arranquei a esforços um lépido sorriso prato contra pra...

claustro

estar entre paredes: infernos existenciais quebrar cama, remendar parede jogar um balde de tinta na parede quebrar parede eliminar a parede "na parte mais alta da parede" um fantasma amarelo me insoneia memórias do que seria e não será o velho cansaço das lágrimas a dor e a culpa e o ressentimento : tudo. - e nada. uma fresta uma brecha uma escapatória "posso dormir na tua casa?" treze e trezes alcoolizados na cozinha sem fogão, ela fechou um fino enquanto a mãe lhe cortava pedaços de rapadura - não tinha mais café (sem fogão) "isso me lembra a caça a caça às borboletas" as cortinas abriram-se mas ninguém saiu de cena e a displasia machuca mamas pesadas saída de emergência bombeiros "viver é perigoso", é danoso o livro amarrotado na fila de espera o livro esquecido por entre outros livros o(s) livro(s) ainda não escrito(s) / inconcluso(s) ; poesias circunstanciais entreabrindo-se às ruas soturnas e úmida...

"estrada afora"

seguir caminhos traçados por outros uma parada, um canto de sossego um pôr-do-sol matizando-se em cores outonais (mas já não estamos no verão?!) meus óculos quebrados de vez instinto guiando foco da câmera luz calor tons - um aparente infinito e temos que seguir a estrada "para ver onde é que vai dar" vou... mas no pensamento, querendo voltar que tudo que conheço ficando para trás que tudo que imaginava conhecer para trás que tudo que ousava imaginar conhecer... atrás. Seguir a estrada - esperando o lobo mau não quero hoje ser uma caçadora - mas a caça "Pera estrada afora, eu vou bem sozinha."

Leão seria seu nome VI

Dói saber que você não está aqui dói saber que você não estará aqui daqui a um ano ou menos de um ano Dói demais ter tido tanta esperança dói demais me saber tão irresponsável - dói demais A vida é dura; mas sem a tua vida, - a dor é infinita.

Leão seria seu nome V

A vida que não mais é E que nunca mais será O sonho destroçado Vertido em sangue inopinado Pingado, gota a gota Em uma desarrazoada e sentimental catolicíssima culpa. O enforcado no cesto do lixo. Mais um adeus, mais um partir Mais um nunca chegar Promessas não-cumpridas Falsitômanos sob néons Palavras flébeis Tomates podres Máscaras zombeteiras O louco abduzindo a meiga a roda da fortuna parou a torre impera gloriosa o egípcio e o francês: ex-detritos uma crônica nunca feita mal anunciada uma botadeirazinha de cartas A vida que não mais é.

Leão seria seu nome IV

E é assim: zanga raiva frustração culpa brigando dentro de si - explodindo em sol Você, escondido sob a cama comendo poeira molhando lágrimas cheirando pó do tempo passado inutilmente e você se sente sol - somente  sol quente por demais sem ter febre frio em demasia na caatinga a raiva incompreensível a última cartada pela vida: hora de fechar cortinas podem aplaudir, a cena terminou. E esse risível drama melhor esquecer melhor esquecer melhor esquecer - melhor não incomodar ninguém. sol só sol

Leão seria seu nome III

Perda empedra: um amor - um lar; a vó - o universo; a tia - o real; Leão: coração.

Falsitafobia

Falsitas - falsidade, em latim fobia - aversão a alguma coisa. Falsitafobia - pavor , horror, terror de seres dotados do germe da falsidade. - deveriam sr marcados com ferro a fogo na testa.

Leão seria seu nome II

16.11.13 -  22h40 Cubículo que têm a ousadia de chamar de quarto quente. Ventilador nem dá conta. Viro-me na cama e tento atrair sono. Celular toca. " On the first part of the journey I was looking at all the life There were plants and birds and rocks and things There was sand and hills and rings " Ele. Atônita, agradavelmente atônita, atendo: - Oi? - Oi... (voz meio arrastada... indecisão ou  outra coisa?) você está em casa? - Estou a 6 horas de distância da minha casa. - Onde?!?... Digo a cidade quente feito o inferno onde fui parar.  Ele hesita. Saudosa, peço-lhe notícias - quero ouvir-lhe a voz, saber dele. Amenidades, superficiais e ligeiras. E o ataque: - Vou ser direto: você está grávida? - Nada ainda. - "Nada ainda"? - Nada de ciclo ainda. - Ah!... Despedidas rápidas, ligeiras. Iludida, achando-o preocupado comigo. 23h20 - O primeiro sms de um rosário infindável chega: Ele: Você já tentou o teste de farmácia? Eu: Ainda não. Por que esse s...

essas ideias que não levam a nada

acordar cedo sem necessidade desjejuar sem fome nenhuma assistir à TV sem ver o que está passando repensar os  afazeres do dia (desejando nada a fazer) pés  frios a violência expressa pela tela onipresente  me diz nada: cinemices bom fixar em casa o próprio corpo nu uma gravata  de crochê cor de vinho preguiça de barbeador e do mais geladeira vazia reclama-me ao mercado espreguiçar não transporta ninguém e....? essas ideias niilistas esses existencialismos absurdos esses ....

sobre ontem e sobre nós

bom é assim: unidos - entendidos - sem distâncias algo que ultrapassa o que já foi e o que poderá (ia) ser - "um sentimento que vai para além do homem." madrugada plena de compreensão amanhecer de tranquilidade meio-dia, discreto sorriso e apenas uma certeza:

Leão seria seu nome

Projeto desfeito: meu ventre à espera do que não vem destituir o combinado em pinceladas comedidas e contadas linha a linha, bem marcadas, traçadas na parede agora nua. De pé sobre a cama, os desenhos se sucedem (antes, papel em papel desenhado e colado - bastou uma noite de raiva e conflito para uma parede limpa  (embora com cicatrizes das antigas colagens) lâminas encarceradas em catálogo) - dois corpos que se desencontram, encimados por Leão - rebento que não rebentou. Um choro seco dentro do peito.

será ele um cafajeste?

mentiroso falso desprezível mau-caráter sem valor vulgar inconsequente impetuoso destemido não confiável sacana que encanta seduz usa abusa e descarta :  imaturo infantil mal-resolvido

pelas costas

- Mude seu status no facebook.  - Para quê?! - Ué! para divulgar que estamos namorando. - Desde quando? - Desde quando? - que tal desde que começaste a morar comigo e começamos a fazer sexo todas as noites? - E quem disse que isso era namorar? - Como assim?!?.. ... e o que eu tinha te dito? - Ah, mas não racionalizei assim. - Ah, não? então... então... o que estávamos fazendo, na tua cabeça de prego? - Não precisa se estressar. Apenas curtindo, só isso. Você  queria, eu também... - E as exigências, e tudo o mais...??? - Não sei nada disso. - Quer dizer que esse tempo todo, estavas perlas minhas costas ficando com tudo o mais? - Mais ou menos. - E só agora vieste me dizer por ser esse um caso sério, não é? - Cara.. nada a ver....- "Cara" é o !@#$#*&%(%%@# !!! - Desse jeito, não vai dar para conversar. - Ah!!.. e AGORA você quer conversar, né? - depois de ter feito tudo pelas minhas costas, seu covardão! - Você está nervosa... ...

marcas

só passando, de repente, por aqui e marcando território não conquistado mas experimentado (aprovado) prazer mesosádico.

dépaysement

: eu sei doer.

Pochemuchka

por que se ver? por que se falar? por que se ouvir? por que se encontrar? por que se sentir? por que se tocar? por que se compreender? por que se perdoar? por que se ser? por que se...? - por que, afinal, tanta indagação rezinga intriga indignação incompreensão? licença, tenho livros a ler textos a escrever ; é meu texto -  reticente, não interrogativos. (questionamentos vãos cansam)

iktsuarpok

um novo mês um novo ciclo um novo trilhar mas a memória residual me prega peças cruéis à espera de "a horse with no name" à espera de um blup-blup à espera de um assovio ... à espera de sentir antecipação de quem não vem nem celular toca nem face me convoca nem smart me avisa de um novo correio eletrônico ... processo acabado - e mal; e errado; e machucando voltar para dentro de si mesmo como quem se arrasta penosamente para um dever o dever de quem deve a si mesmo prosseguir em silêncios magoados e ressentidos.

AVISO

Adoniran Barbosa (lista de reprodução)

GEORGES BRASSENS (lista de reprodução)

Van Gogh tinha razão:

às vezes, as coisas que existem na intimidade do nosso quarto podem parecer mais interessantes do que o normal - assim como nós mesmos.